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O tesouro que só os contrabandistas aproveitam

Enquanto o projeto de lei que regula a extração mineral em áreas indígenas aguarda para ser debatido com a sociedade, o tráfico continua nas aldeias. Na semana passada, a policial Rodoviária Federal, Carla Beatriz Maia Saliba, foi presa com 118 pedras de diamantes e R$ 170 mil. A policial também engoliu entre 30 a 50 diamantes e permaneceu internada para expelir as pedras. “Esse diamantes podem valer no mínimo R$ 200 mil. Ou muito mais?, afirma Delegado Rodrigo Carvalho.

A origem das pedras é o garimpo Roosevelt, dentro do território dos índios Cinta Larga. Um estudo do Governo apontou que a área deles possui o maior tesouro mineral do país, com pedras que podem gerar 3 bilhões de dólares por ano. Isso poderia ser repartido com os índios, que deixariam de ser reféns de bandidos e traficantes. A briga pelos diamantes da região já gerou um massacre de 29 garimpeiros em 2004. Os índios também já foram vítimas de chacinas, como o Massacre do Paralelo 11. Se a extração fosse regulamentada, o país deixaria de perder divisas para os contrabandistas.

A policial Rodoviária Federal presa com os diamantes é de Minas Gerais. Estado onde o diretor do Departamento Nacional de Mineração (DNPM) foi preso em 2005 por participar de uma quadrilha internacional de tráfico de pedras. O destino dos diamantes apreendidos em Rondônia era Antuérpia, na Bélgica, o maior centro de lapidação do mundo. O Ministério Público Federal de Minas Gerais diz que acredita que esse diamantes também sejam utilizados para patrocinar o terrorismo internacional.

Diante desse quadro desolador, onde índios viram criminosos e riquezas brasileiras acabam nas mãos de bandidos, ainda existem organizações não governamentais que acreditam que os Cinta Larga podem sobreviver da extração de mel da florestal e que mexer com mineração em terras indígenas iria destruir a cultura deles. Será que ninguém quer enxergar a situação atual dos Cinta Larga e da maior mina de diamantes do país?

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