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As boas intenções dos EUA e da China

Representantes dos EUA e da China apresentaram boas intenções de combater o aquecimento global, em um encontro em Brasília. Os dois países são os maiores responsáveis pelas emissões de gás carbônico, que provocam o efeito estufa. Ambos dependem de usinas termelétricas a carvão (como na foto chinesa ao lado) para geração de energia. Resta ver o que esses países farão de concreto para reduzir suas emissões. Os representantes participam do Fórum Globe de legisladores do G8+5, um encontro de representantes do das oito economias mais ricas do mundo e os emergentes Brasil, China, Índia, México e África do Sul. O Fórum vai acontecer até amanhã, em Brasília, promovido pelo Banco Mundial. A proposta é debater medidas mitigatórias para as mudanças climáticas e formular propostas sobre os mecanismos de desmatamento evitado em florestas tropicais e a produção de biocombustíveis no mundo.

Durante a abertura do evento, representantes dos EUA e da China discursaram sobre suas matrizes energéticas. Edward Markey, membro da comissão de Energia e Mudanças Climáticas do Congresso Norte-americano, relembrou que apesar do presidente George W. Bush não aceitar as evidências sobre o aquecimento global, o Congresso está preocupado com a questão. “O país investiu U$ 2 bilhões de dólares para reduzir as nossas emissões de gases que causam o aquecimento global?, afirmou Markey. ?Mais de 30% da nova capacidade de geração instalada em nosso país tem como base a energia eólica. Hoje, o barril de petróleo chegou ao marco dos cem dólares. Isso é um sinal de que o mundo vai ter que mudar sua matriz energética. Estive na Groelandia e fiquei assustado com o degelo. Está acontecendo muito rápido?.

Ele também relembrou que a nova política dos Estados Unidos para mudanças climáticas está nas mãos do futuro novo presidente. Em franca campanha pelos democratas, Markeu alfinetou o candidato republicano, John McCain, e disse que acredita apenas nas boas intenções de Barak Obama e Hillary Clinton.

A delegação chinesa também fez declarações sobre suas emissões de gás carbôrno. Cao Bo Chun, líder do Partido Nacional Chinês para meio ambiente, fez uma discursso enfático. Ele afirmou que todos os países do mundo são culpados pelas emissões chinesas e que a imprensa tem informações equivocadas sobre a questão ambiental em seu país. “Quase 30% dos gases do efeito estufa que nós emitimos são resultados da contribuição de multinacionais que usam a China como terreno para sua produção?, disse Bo Chun ?Ele se livram dos efeitos ruins dessa indústrias em seus territórios e jogam na China a responsabilidade.?

Para o representante chinês, nenhum governo do mundo tem como cobrar algo do país, pois poucos cumpriram as metas do Protocolo de Kyoto que visava uma redução de 5% nas emissões até 2008. “Estamos publicando uma lei sobre energia renovável. A China está iniciando uma nova onda de geração de energia limpa. Estamos destruindo as usinas termoelétricas que não funcionam com eficiência”, disse Bo Chun. A produção de energia mediante a queima de carvão é o principal problema ambiental chinês. As termoelétricas que sustentam a matriz energética do país respondem pelo grosso das emissões de gases que causam o aquecimento global. Para atestar a veracidade da mudança de postura de seu país, Bo Chun passou um vídeo com imagens de usinas termoelétricas sendo destruídas. O filme continha uma série de demolições e explosões. Satisfeito com a prova visual, o representante chinês não comentou nada sobre as 41 novas termoelétricas anunciadas para serem construídas na China.

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