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Picanha ou Amazônia?

Os maiores frigoríficos do país se reuniram em São Paulo, na semana passada, para debaterem os custos ambientais de produção de carne. A formação de pastagens é responsável por 78% do que já foi derrubado na Amazônia. O encontro foi a primeira reunião do setor em busca de um caminho mais sustentável. A idéia é criar critérios para a compra e venda que garantam ao consumidor que o produto não contribuiu para o desmatamento. O temor dos grandes frigoríficos é perder espaço no mercado das exportações e sofrer boicotes.

E eles tem razão para ter medo. O mercado já fez esse tipo de restrição com a soja. Em 2006, grandes compradores, como McDonalds e Wall Mart, lançaram uma moratória contra os grãos brasileiros. Eles decidiram que não iriam mais comprar soja proveniente de áreas recém desmatadas. A ação resultou na criação de uma mesa redonda para melhor as práticas do setor. Hoje, já existem bons exemplos de formas menos impactantes para produzir grãos na Amazônia.

A reunião da semana passada é um tentativa de proteger a pecuária contra reações negativas do comércio global. A carne é um dos principais produtos das exportações nacionais. Apesar das boas intenções dos frigoríficos, muitas perguntas ainda ficam no ar. Como rastrear as práticas ambientais dos pecuaristas na floresta, se o país não consegue nem fazer o controle sanitário obrigatório? Será que vamos precisar também de um boicote à carne para mudar nossas práticas? Ou a picanha vai continuar custando árvores?

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